Sim, trocar a fachada faz diferença quando a atual não deixa claro quem é a loja e o que ela vende. A fachada não conserta preço, atendimento nem estoque, mas decide se quem passa na rua percebe que você existe. O caso da King Conveniência mostra isso bem, porque o prédio continuou o mesmo e o que mudou foi a comunicação visual.
O que mudou na frente da King Conveniência?
Antes, o ponto tinha uma placa vermelha com o nome Mais Conveniência, no trecho central da parte alta da fachada, com a marca de um refrigerante nas pontas. O resto dessa parte alta era azulejo azul. Quem passava via que ali tinha uma conveniência, e não muito mais do que isso.
Depois da troca, a frente passou a ter:
- uma faixa preta contínua na parte alta, no lugar de uma placa só no meio;
- o nome King em letras grandes prateadas, com uma coroa dourada;
- o horário na própria fachada: Conveniência 24H;
- a lista do que a loja oferece: bebidas, snacks, mercearia, tabacaria, pagamentos e gelo;
- uma faixa nos vidros repetindo a marca;
- um adesivo de garrafas com arte nova no vidro do canto.
Por que uma fachada assim aparece mais?
Porque tem uma coisa só para ver primeiro. Na King, o olho vai direto para o nome, e depois encontra o resto. O fundo preto ajuda, porque separa as letras claras do céu e do amarelo da parede.
A placa antiga dividia o espaço entre o nome da loja e a marca do refrigerante. Esse é um ponto que pouca gente discute antes de fechar a placa: quando outra marca divide a sua fachada, parte da atenção de quem passa fica com ela. Pode ser um bom acordo para a loja, mas vale decidir sabendo disso.
O que uma fachada precisa dizer?
Três coisas: quem é, o que vende e quando está aberta. Parece pouco, mas muita loja responde só a primeira.
A conveniência é um bom exemplo. O nome sozinho não conta que dá para pagar uma conta ou comprar gelo ali, e essa pode ser justamente a razão da parada. Também não conta que a loja abre 24 horas, informação que pesa para quem passa de madrugada e ainda não conhece o lugar. Na King, as duas respostas estão escritas lá em cima, sem a pessoa precisar entrar para perguntar.
Só não vale escrever tudo. A lista da King funciona porque são palavras curtas, uma por linha, num canto separado do nome. Se a sua loja faz 20 coisas, escolha as que trazem cliente e deixe o resto para dentro da loja.
Precisa jogar fora tudo o que já existe?
Não. O amarelo da parede continuou na King e virou parte da identidade: a coroa e os detalhes dourados conversam com ele. O adesivo de garrafas também seguiu no mesmo lugar, só que com outra arte.
Antes de trocar, olhe a frente da loja e separe o que ajuda do que atrapalha. Uma cor que os clientes já associam ao ponto pode ficar. O que costuma sair é o que compete com o nome ou que já está gasto.
Vale a pena mexer nos vidros também?
Na maioria das lojas com frente de vidro, sim, porque é a parte que fica na altura dos olhos. A faixa alta é vista de longe, por quem vem de carro. O vidro é visto por quem já estacionou ou vem andando na calçada.
Na King, a faixa branca que atravessava os vidros deu lugar a uma faixa com a marca. Ela também cumpre uma função prática: deixa o vidro mais fácil de enxergar, o que ajuda a evitar que alguém não perceba uma porta fechada.
Como saber se a sua fachada precisa de troca?
Atravesse a rua e tire uma foto da sua loja com o celular. Depois mostre para alguém que não conhece o lugar por 3 segundos e pergunte o nome da loja e o que ela vende. Se a pessoa não souber responder, a fachada está deixando de fazer o trabalho dela.
Repare também em desgaste, como cor desbotada, letra faltando ou lona rasgada. Quem vê a frente malcuidada pode achar que o resto da loja está igual.
Quando não vale a pena trocar?
- Quando o problema é outro. Se o cliente entra e não volta, o que precisa de atenção é o atendimento, o preço ou o produto. Fachada traz gente até a porta, e só isso.
- Quando a fachada está boa e só falta manutenção. Às vezes uma limpeza ou a troca de uma peça gasta resolve, e a marca continua reconhecida.
- Quando a marca ainda vai mudar. Se o nome ou o logo vão mudar nos próximos meses, resolva isso primeiro para não pagar duas vezes.
- Quando o ponto é provisório. Se você pode sair do imóvel em pouco tempo, pense em algo mais simples para esse período.
- Quando existem regras no local. Galeria, shopping e condomínio costumam ter regras para fachada. Confirme antes de encomendar.
Perguntas que sempre aparecem
Trocar a fachada aumenta as vendas?
Pode ajudar, porque mais gente nota a loja, mas ninguém sério garante um número. O resultado depende do ponto, do movimento da rua e do que a pessoa encontra ao entrar. Desconfie de promessa de aumento certo.
Preciso trocar a fachada inteira de uma vez?
Nem sempre. Dá para começar pela parte alta, que é a mais vista de longe, e deixar vidros e adesivos para depois. O importante é que as etapas sigam a mesma identidade, para a frente não parecer feita de pedaços.
Qual material usar na nova fachada?
Depende do ponto, do tempo que você pretende ficar nele e do orçamento. O material muda a durabilidade e o acabamento. Comparamos as opções mais comuns no post "ACM, lona ou letra caixa?", aqui no blog.
Quanto custa trocar uma fachada?
O valor depende do tamanho, do material e da instalação, por isso sai do orçamento feito para a sua loja. O post "Quanto custa uma fachada?" explica o que pesa no preço. Para pedir, mande uma foto da frente e as medidas aproximadas.